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O universo romanesco do escritor Gênesis Naum de Farias interpretado pela força da leitura.

27 ABR 2017
27 de Abril de 2017

Graduado em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia, tendo se Especializado em Gestão Escolar pela Faculdade Montenegro. Atualmente é Professor Associado Colaborador da Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF e Professor Auxiliar II na Universidade Estadual do Piauí - UESPI, onde Coordena o Núcleo de Estudos Foucaultiano, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação e Sociedade, Memória, Cultura e Diversidade, Educação e Cidadania, Educação de Jovens e Adultos, Educação Contextualizada, Currículo Contextualizado e Gestão Educacional. Trabalha também na área do fazer cultural, com experiência na produção do conhecimento acadêmico, bem como na produção de saberes culturais, através do fazer poético e da contínua produção jornalística, tendo o trânsito em sala de aula como meio principal de fomentação e consolidação da palavra escrita. Publicou o livro de poesias A Alma das Ruas em 2004, o romance A Aldeia do Tempo em 2014, o livro de poesias Lavoura de Insônias em 2016, o livro de ciência Núcleo de Estudos Foucaultiano: Interpretações de Pesquisa Educacional em Convivência com o Semiárido, e esta no prelo o Romanceiro do Sertão Profundo.

RÁDIO CULTURA FM – ENTREVISTA:

Gercílio Magalhães - Em sua opinião, qual deve ser o papel do escritor?

Gênesis Naum de Farias – O papel do escritor ou da pessoa que se arvora pelo campo da escrita, deve ser o de formador de novas alusões. Não dá para mais para isentar o formador de opinião dos problemas que se tem percebido nestes dias de treva, em que a humanidade vivencia. As questões reais são tão urgentes que ao longo do processo, o escritor deve se ater a pensar de forma prudente para saber colocar suas ideias a serviço de causas maiores, que urgem pela necessidade de se falar e refletir sobre as possiblidades reais para o enfrentamento dessas mesmas problemáticas. A humanidade tem se afastado de uma percepção prática do fazer intelectual, no que tange a resolução dos problemas e, não há solução que não esteja alojado justamente neste mesmo homem. Só há transformação se pensarmos todos juntos, se pensarmos coletivamente, se estivermos juntos... A transformação da realidade esta no próprio homem, quando em função dos problemas da sociedade, este se compromete em formar outra mentalidade para a coletividade.

Gercílio Magalhães - Como foi que se tornou um escritor?

Gênesis Naum de Farias – Ao longo da minha formação como sujeito esse lugar ia se colocando e ia me definindo como pessoa. Desde muito jovem minha ambição sempre se direcionava para o campo do lúdico, e nesta ludicidade fui me constituindo como um pensador livre, que se atinha a tudo, que se renovava, que se bricolava com o real, que transformava seu universo pessoal nessa leva de sentidos... Era natural que a literatura tivesse um papel fundamental! Comecei escrevendo para os principais jornais desta região ainda quando era estudante universitário e, já naquela época as grandes temáticas eram carreadas para o campo da reflexão crítica; claro que quando adolescente, a escrita estava ali presente, mas não possuía totalmente os enleios semânticos para a construção de uma obra, mas ao longo do que se vivenciava e com o amadurecimento estético, fui ganhando pujança para saber o que ler, como escrever e de que forma se colocaria no mundo. As ideias iam se formando e me formando como sujeito... A presença e a influencia dos grandes escritores ia dando cabo a um processo que de certa forma constituiria o escritor que sou no futuro, mas também porque a leitura lançava as bases para se melhorar os textos e sua relação com a escrita numa perspectiva crítica. O dia em que me senti escritor foi também tomado pelas influências dos grandes Mestres que tive, pois fui aluno de grandes professores, principalmente àqueles que eram da língua portuguesa; estes exerceram um papel fundamental na minha escrita e no remodelamento do meu universo. Eu comecei a escrever em 1996 por força destas influências, foi quando cheguei a Petrolina para morar e encontrei no Espaço Cultural Sebo Rebuliço amigos como os Poetas Maurício Ferreira e Virgílio Siqueira e, com eles fui aprendendo a me colocar diante desta situação nova, porque querer ser um escritor é antes de tudo, saber que as portas da percepção estarão abertas para outras realidades, e percebe-las faz parte desta construção.

Gercílio Magalhães - Como o professor Gênesis Naum se vê diante de quem o percebe como um intelectual? O professor se torna uma pessoa importante para a sociedade, por conta da relação estreita que estabelece com os dilemas do mundo?

Gênesis Naum de Farias – Eu diria que me tornei educador por acreditar justamente nesta força que possui as palavras, quando delas renascem outras sendas para se esperançar num mundo cada vez mais vazio de sentidos. A palavra intelectual sempre me causou muito assombro, tendo em vista a importância do contexto da própria palavra “intelectual”. Mas eu sempre acreditei no professor como um intelectual transformador, porque é isto que ele deve ser e, é nesta seara que ele deve se colocar... O professor é antes de tudo um formador de opinião, se ele não coloca as suas competências a serviço de uma causa ou de uma luta social, não há transformação. Eu tenho tido que já não se propagam por esses tempos escusos, intelectuais com o vigor de outras épocas e, tenho feito muitas críticas sobre o seu papel na sociedade, mas tenho que reconhecer que os cenários mudaram e outro tipo de intelectual tem ocupado o lugar daqueles que ao longo das décadas foram dando forma a uma identidade de luta... Estamos vivendo em tempos de um intelectual maduro, focado na pesquisa, porém muito especialista demais nas suas alusões sobre os problemas; que ainda vive sob a égide de um regionalismo enciumado, quando norteado por um localismo ressentido, porem vivendo um relativismo complacente. Portanto, o papel do professor por esses dias é o de retomar as bases do enfrentamento social, fazendo do seu discurso uma arma de luta para saber conceituar e não somente classificar as questões mais urgentes por que passa os dilemas da sala de aula, quando no processo de desaparelhamento das estruturas das escolas, estas se colocam para o mundo vivido, com bastante perda de sentido.

Gercílio Magalhães - Você ainda se recorda do primeiro livro que leu?

Gênesis Naum de Farias – O primeiro livro que li não me aparece em recordação, mas posso apontar uma lista de livros que foram formando o leitor Gênesis Naum. Já na infância uma obra de José Mauro de Vasconcelos foi extremamente importante para toda esta ludicidade. Eu me refiro ao livro Meu Pé de Laranja Lima. Minhas recordações sobre o período que li este livre ainda me são muito carregadas de bastante alumbramento; chego a dizer que este livro de José Mauro de Vasconcelos, foi a primeira obra que me tocou profundamente... É um livro lindo, cheio de sentimentos, mágico por natureza, porque me fez fazer uma de minhas primeiras grandes viagens pelo universo do conhecimento, isto porque, a mesma toma de assalto qualquer ser que um dia pretenda empreender-se por entre àquelas páginas. Gosto de dizer que os primeiros livros na formação de um leitor são muito marcantes, mesmo quando de forma despretensiosa ele mergulha naquele mundo de palavras e quer vive-las como se escritor fosse... Todo leitor tem um primeiro livro e tem seus livros prediletos! Ao me tornar um leitor, impulsivo, fui descobrindo o melhor dos mundos... “O Mundo é minha Representação”. Com esta frase, Schopenhauer, filósofo e pai do pessimismo histórico, inaugurou o século XIX e suas influências modernas. Mas o que é a Representação Social, se não uma profícua visão de Homem numa sociedade cada vez mais engessada pelo medo e pelo pragmatismo multicultural. Portanto, o resumo aqui exposto, das minhas primeiras escolas como leitor e seus principais autores mostra que a visão dos Sapiens se transforma a partir do que o próprio Homo-Sapiens pensou e registrou como reflexo para a evolução de sua espécie no contexto do pensamento complexo, idealizado pela sociedade global quando tenta negar ou explicar a razão da representação, tendo como parâmetro o Ser diante do Nada e do Caos no mais autêntico niilismo, determinado pela força de transitoriedade, proposto pelo aniquilamento e pela descrença política nas Representações Sociais... O leitor mergulha nesse universo e vai se descobrindo; um dia lê um livro infantil e torna-se criança novamente, outro dia, descobre o pragmatismo da realidade e se transforma...

Gercílio Magalhães - Qual é sua relação sentimental ao terminar de ler uma Obra?

Gênesis Naum de Farias – O escritor Paul Auster costuma sentir-se muito deprimido quando termina um livro. É como me sinto ao concluir a leitura de qualquer livro. Chego a ficar três dias ruminando aqueles arroubos, criados como itinerários de transformação... Que roteiriza um ponto de partida sem qualquer pressa em decifrar enredos ou os momentos de puro hermetismo na experiência concreta com a sensibilidade no universo de um autor... Um dia Carlos Drummond achando chato ser moderno, saiu do seu mundo gauche para se tornar eterno. Levou consigo a infinita confiança no homem do seu tempo, como a matéria prima para a sua lavra. Nos dizeres de sua modernidade tardia, ele nos encorajava dizendo: “Não sou poeta de um mundo caduco,/ Também não cantarei o mundo futuro. (...) O tempo é a minha matéria,/ O tempo presente, os homens presentes, a vida presente”. A arqueologia dos meus saberes se fundamenta na busca permanente pelos caminhos do conhecimento; às vezes embrutecido pelo frio arpejo de suas descobertas, às vezes desencontrados, mas com a firme certeza de que o que busco sempre estará permeado pelo tom e a destreza da aprendizagem. A busca pelo conhecimento se soma a uma grande viagem que se faz pelo passado para se afirmar o presente, portanto trilho com a convicção de uma descoberta sem malícia, na certeza da construção dos pilares deste mesmo aprendizado. É compreendendo a nossa realidade que seremos construtores de outro mundo; menos vazio e mais cheio da espiritualidade oferecida pelo outro quando nos pede ajuda, consolo e clemência. A minha busca intelectual se permeia por estes pressupostos filosóficos, porque sei que a realidade deste universo pós-humano é bem desumana e, soma o meu sonhar aos dos grandes poetas e filósofos que tentavam acordar a humanidade do sono funéreo da especulação e da desordem moral... Não me compreendo se não compreendo o outro, dizia Paulo Freire em seus escritos de posteridade, por isso sou um ser inquieto que escreve também para a posteridade, com a firme convicção de que um dia trilharemos e entraremos nas cidades cantando hinos de humanidades. Outro dia me dizia um autor inglês, do qual sou leitor arvorado, que os tempos mudariam quando as pessoas passassem a escrever suas próprias histórias dialogando com o presente, sem hedonismos, sem preconceitos e sem as maldades e vaidades do cotidiano...

Gercílio Magalhães - Quando criança já pensava em se tornar escritor?

Gênesis Naum de Farias – Não! Fui me descobrindo ao longo do caminho formativo, mas desde muito novo sempre achava o escritor um ser luminoso, cheio de ideias, que recria personagens e às vezes, os vive de forma tão plena que passa para o leitor a noção de outro mundo possível. A figura do escritor sempre me causou muita alegria e quando conhecia um pessoalmente, fazia daquele encontro, mesmo que apenas no âmbito da leitura, um grande momento. Claro que nos caminhos do amadurecimento vamos também com o tempo nos afastando do reino imaginário e nos colocamos na vida de forma mais engessada, mas a descoberta da leitura faz de qualquer criança um ser carregado de muita esperança... As escolas e seus educadores, bem como os intelectuais precisam se ater a este importante momento na construção do conhecimento e dos sujeitos, quer seja na infância ou na universidade, fazendo com que o conhecimento chegue ao aluno, em processo de formação, de forma lúdica, amorosa, sensitiva... Somente ai, teremos uma sociedade mais justa, feliz e esperançosa que ressurgirá dos escombros nos quais ela mesma tem enxovalhado suas relações...

Gercílio Magalhães - E o escritor Gênesis Naum, tem algum método especial de trabalho?

Gênesis Naum de Farias – Geralmente trabalho o pensamento margeado pelas ideias que se criaram com os grandes autores. Não há como não incorrer pelos métodos, pela disciplina e principalmente pelo fator da criticidade... Geralmente gosto de temáticas mais romanescas, e, nas palavras de um professor muito importante para a minha formação, ele diz que sou ser medieval... Gosto de temáticas seculares e tenho uma preledição pelo século XVIII. Costumo dizer que de lá nunca sai, mas a leitura é isto mesmo, um elemento de transposição, onde cada sujeito se transporta para onde quer e como quer, bastando adentrar pelo campo da imaginação e de forma luminosa encontrar nas palavras o conforto para a viagem ancestral da leitura... Quanto aos rituais, posso dizer que sou bastante metódico, a ponto de ser bastante irreverente, mas intensamente organizado!

Gercílio Magalhães - Como foi sua infância. Que papel exerceu a figura da sua Mãe para a sua formação?

Gênesis Naum de Farias – Minha infância se arrastou pela adolescência e foi bastante alegre e feliz, porem bastante agoniada porque tenho a impressão que fui uma criança muito agitada e intensamente imperativa. Somente na transição do ensino fundamental para o ensino médio me descobri como sujeito leitor, e ai entra novamente o papel da Educação. Lembro-me que na finalização da oitava série para se encaminhar para o próximo ciclo de formação, ao me ser apresentado a ideia de um trabalho com a leitura, percebi a importância daquele processo. Naquele momento fui me dando conta que diante de tantas deformidades, impostas pela realidade, a leitura me libertou e me fez sentir de forma plena o ato da absorção dos saberes... Claro que quando se é adolescente, tem-se pressa para tudo; o adolescente quer escrever um poema, quer escrever um livro, quer fazer uma revolução, quer a qualquer preço transformar o mundo... É natural! Comigo não foi diferente; queria fazer tudo no mesmo espaço de tempo em que as aprendizagens estavam se dando... O jovem tem pressa de viver e por isso às vezes, atropela os processos e se perde, mas a boa orientação familiar e educacional o traz de volta ao chão da realidade... De minha infância posso dizer que foi recheada de muitas descobertas amorosas, pois logo cedo fomos, eu e meus irmãos, estudar música clássica e tínhamos em nossa casa muitos livros. O fato de nunca termos possuído uma televisão, dada às circunstancias da filiação religiosa dos meus pais numa Igreja Cristã, fez com que nossa infância sofresse um alargamento, adentrando nas outras fases da psicologia da infância. O fato da ausência da TV na infância de todos os meus irmãos, nos fez leitores em potencial, ampliando as habilidades para sentir o mundo de forma imaginária, e isto só foi possível porque minha Mãe se organizou para manter firme essa orientação pedagógica, mesmo sem saber que estava empregando uma boa orientação de aprendizagens simbólicas, assim o fez e nos colocou distantes da ferramenta perversa que é a TV. Minha Mãe exerceu um papel fundamental nesta fase da formação porque disciplinava, mas oferecia algo a mais... Éramos formados para sermos Apanhadores no Campo de Centeio.

Gercílio Magalhães - Vamos falar de sua vocação literária. Desde criança, havia uma inclinação para a escrita? Como aconteceram os primeiros arroubos poéticos?

Gênesis Naum de Farias – Como disse há poucos instantes, os primeiros arroubos poéticos se deram com a convivência com outros escritores, observando como lidavam com outros aspectos da escrita poética... Esses momentos me ensinaram muito! Outro elemento importante foi à escolarização... Fator este, que me colocou em contato com os estudos da língua portuguesa nos ciclos de formação... Fui aluno de bons professores de literatura, mas dou destaque especial a uma professora chamada Cibele Lima, que foi minha professora de literatura e que deixou marcado em minha alma a vontade de gostar de alguma coisa. Esta professora em especial marcou as minhas referências, isto porque, além de ser uma apaixonada pela leitura, nos provocava a amar... Era natural que minha geração se apaixonasse... Eu não fiquei fora desse contexto de formação, e me tornei um amante da língua.

Gercílio Magalhães - Qual seria a sua definição de um bom livro? O que caracteriza um bom livro?

Gênesis Naum de Farias – Um bom livro é capaz de nos fazer desenvolver uma visão espiritual sobre o mundo; nos cobra caminhar na direção de uma ressignificação do espírito... Propõe-nos diversificar o etéreo, silenciando-nos diante da natureza... O que caracteriza um bom livro é a capacidade de reinventar os sujeitos, transportando-o para um lugar que não nunca é comum. 

Gercílio Magalhães - Em que momento escreve? Existe um instante para isso, ou o instante acontece com o rigor da disciplina?

Gênesis Naum de Farias – O instante é muito livre porque tenho que dá conta de muitas obrigações no cotidiano como, por exemplo, a sala de aula, que toma muito tempo, mas escrevo quando sou tomado pela energia do próprio instante ou quando me interesso por uma temática... Enfim, o processo acontece.

Gercílio Magalhães - Sendo escritor, poeta e professor universitário, você se julga uma pessoa sensível? Em tempos de conflito e crise e incerteza como o que a humanidade vive na contemporaneidade, como definiria a sensibilidade?

Gênesis Naum de Farias – Eu me considero temperamental... E quando defendo algo ao alguém, vou bem fundo nos perímetros estratigráficos. Abomino injustiças, e como professor tento fazer pelos meus alunos aquilo que outros não fizeram por mim; tento ser o mais amável possível para que ambos percebam que o processo formativo exige isso; sensibilidade, esperança, humildade e perseverança... Como Poeta defino a sensibilidade como um ponto de convergência para outras tantas formas de se perceber o mundo, quando somos impelidos para respeitar o outro nas suas deficiências, respeitando o tempo e as limitações de cada sujeito... Essas atitudes transformam! Tenho sempre pensado nos reflexos formativos que obtive na academia, convivendo com intelectuais vaidosos e intolerantes, que muitas vezes nem conseguem lembrar que vivem num País subdesenvolvido, com uma mentalidade subdesenvolvida... É quando penso em Sartre ao inquerir que o mais importante não saber o que fizeram do homem, e sim, saber o que ele faz daquilo que fizeram dele... A sensibilidade é algo que se constrói na coletividade!

Gercílio Magalhães - Existe uma temática sobre a qual se sente mais à vontade para escrever?

Gênesis Naum de Farias – Certa vez Goethe advertiu a humanidade com uma afirmação que era o reflexo de sua vida como intelectual, sempre engajado e pronto a pensar o futuro como a interface de um presente vivido pela força de um sofrimento: Gritar o poético para se fazer liberto dos males da existência. Assim ele disse: “A terra não está muda para quem trabalha com força e vive... Assim, todos juntos continuavam sua vida cotidiana, cada um com seu modo, com ou sem reflexão; tudo parecia seguir o seu rumo habitável, como em situações extremas, nas quais tudo está em jogo e a vida continua como se nada acontecesse”. A poesia que busco se parece com a alcunha impressa por este escritor, que procurou encontrar no rebento mais fecundo, a imposição do ímpeto e da tempestade. Neste flâneur pelos caminhos da poética, mapeio encantos e descrevo com fúria os recantos mais felizes da minha infância, nas perturbadoras insolências da minha mocidade –; legadas pela profícua convivência com a diversidade, marcada sempre pelo trágico ato do pensar... Sempre penso que ainda não consegui escrever uma grande obra, mas transito por entre o ímpeto e a tempestade e, quero muito um dia alcançar com muita humildade a alma humana... Eu estou escrevendo atualmente um romance intitulado Romanceiro do Sertão Profundo que me segue nesta rota do tempo perdido... 

Gercílio Magalhães - Como é o leitor Gênesis Naum de Farias?

Gênesis Naum de Farias – Romântico... Apaixonado, impulsivo, amoroso, decadente, irreverentes... Atencioso!

Gercílio Magalhães - Que recomendação daria para os novos leitores?

Gênesis Naum de Farias – Leiam, e leiam muito, até suas almas transformarem seus corações de leões em corações valentes, prontos para vencer os desafios do mundo como almas de gigantes...
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